Luísa Sobral é uma das cantoras-compositoras mais importantes da nova geração de músicos portugueses. Estreia-se em 2011 com The Cherry on My Cake, álbum muito bem recebido pelo público e pela crítica. Seguem-se There’s A Flower In My Bedroom (2013), com convidados como Jamie Cullum, António Zambujo e Mário Laginha, Lu-Pu-I-Pi-Sa-Pa (2014), destinado ao público infantil, Luísa (2016), gravado em Los Angeles pelo produtor Joe Henry, Rosa (2018), produzido por Raul Refree, Camomila (2021) e DanSando (2022).
A sua faceta de compositora vai-se destacando ao longo dos anos, chegando a compor para artistas como Ana Moura, António Zambujo, Sara Correia, Mayra Andrade, entre muitos outros. Em 2017, assina Amar Pelos Dois, que entrega ao irmão, Salvador Sobral, para interpretar. A parceria fraterna revela-se um estrondoso sucesso: Portugal conquista a sua primeira vitória de sempre na Eurovisão.
“Cartas de Desamor” é o oitavo álbum de Luísa Sobral e assinala a sua aproximação à música tradicional portuguesa. Explorando novos territórios, este trabalho nasce como um renascimento criativo e emocional após um período de maior introspeção. Sem nunca perder o foco nas letras e na canção de autor, a compositora cruza a sua identidade com os ritmos e as percussões da nossa cultura.
A produção ficou a cargo de Ricardo Dias (que já colaborou com grandes nomes, como Fausto e Vitorino) e o disco conta com algumas participações especiais.
O single “Felicidade” dita o tom desta nova fase: nascida do pulsar de um adufe, a canção surge como o primeiro raio de sol após a tempestade, celebrando o regresso da alegria. É algo diferente de tudo o que já fiz, mas essa é a magia da arte, a possibilidade de nos reinventarmos, partilha a artista.
“Cartas de Desamor” afirma-se, assim, como uma celebração da reinvenção, que une o passado e o presente da música portuguesa.